Continuo sem internet em casa. Algumas coisas aconteceram nos últimos dias. Nessa minha vida que nunca acontece quase nada. E hoje tive vontade, necessidade de passar aqui pra escrever. Há quatro dias de encerrar meu contrato de trabalho com a empresa a qual estou me desligando, sofri um acidente e fraturei o meu pé. Participei do festival de Cinema de Cuiaba, com dois video-clipes que não não foram vencedores, mas a esperiência valeu a pena. Fui selecionado pra ser monitor na UFMT. Estou ainda mais gordo. Tive uma experiencia nova, com um pessoa nova, mas sei lá, não quis levar adiante.
Continuo flácido, gordo, só, triste, confuso, e virgem.Recebi uma oportunidade de fazer estágio
Em tempo: esses acontecimentos não aconteceram exatamente na ordem que foram citados aqui. Se é que a ordem dos fatores, altere alguma coisa.
E pra terminar, continuo flácido, gordo, só, triste e virgem.
E na verdade, o fato de ser virgem é o que menos me incomoda.
Na verdade, eu começo a gostar um pouco dessa condição.
Não sei quando meu pé vai estar bom novamente. Não sei quanto tempo ainda vou levar pra me desligar do meu trabalho e poder começar vida nova, numa nova empresa. Não sei se vou ficar bom a tempo de não perder esse oportunidade de estágio que me apareceu. Não sei de mais nada.
Não sei se estou feliz aqui, mas também não sei se posso ser feliz em outro lugar.
Tenho medo de tomar decisões e me arrepender, e não ser compreendido.
E ao mesmo tempo, me sinto não farto de me importar com a opinião alheia.
Não sei até que ponto algumas pessoas se importam comigo, mas sei que algumas se importam tanto que as vezes eu sinto odio de mim, por não conseguir demosntrar a recíproca que costuma ser verdadeira.
E quanto as que não se importam, já não tenho mais energia para questionar o porque elas não correspondem a minha atenção.
Estou cansado de tudo, de mim, dessa vida, dessas dúvidas.
Estou com saudade da minha mãe, dos meus irmãos.
Queria estar perto da Rita, do Eduardo, da minha mãe Morena.
Queria estar no Rio de Janeiro.
Queria estar em Marte.
Queria estar longe daqui.
Está muito chato estudar a noite naquela faculdade.
É tudo tão triste, tão cinza.
Ou será minha vida que está assim?
Hoje não tem foto.
Vou voltar pra casa, devargazinho pra não prejudicar ainda mais a fratura, e ficar vendo TV, com a minha solidão que acostumei a ter como companhia.
Meu pé dói.
Minhas costas doem.
Queria ter mais fotos com a minha mãe, os meus irmãos.
Queria que fossemos felizes de verdade.
A Poliana me chamou de gato de bota.
Por isso, o título desse post.
Ainda que eu esteja mais para um sapo de bota.
" Aquele que habita no escoderijo no Altissimo, à sombra do Onipotente descansará".
sábado, 7 de junho de 2008
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2 comentários:
Entendo disso q vc escreve aqui, hoje. Também me sinto culpada pelas mesmas coisas. E em relação a vc tbm. Somos dois fugidios, que as pessoas tentam agarrar e não conseguem. Reclamo da sua ausência mas tbm sei que tenho sido omisssa... Enfim, apesar dos desencontros te quero bem. torço p que vc fique bom logo.
força na peruca!rs
bj
mada
amore... que bom vc ter voltado a escrever, por mais que eu tbm tenha demorado a postar! saudade nam me falta! mas parece que te conheço um poko mais a cada texto... parece que de alguma maneira eu ainda estou proxima! pode ser que me engano!
Mas quero que vc saiba que eu te admiro, mesmo vc dizendo que nada tem feito de bom, de produtivo!Você me encanta !
"nem sempre se pode ter fé! Mas nem sempre a fraqueza que se sente quer dizer que agente não é forte!"
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