quinta-feira, 11 de setembro de 2008

Ensaio sobre a perseverança

Desisti de participar do baile de formatura. Minha mãe diz que acha desnecessário, que pra ela o que faz a diferença é eu arranjar um emprego e por meus pés no chão. Eu disse a ela que quanto aos pés , é quase improvável que isso aconteça. Ela também exige que eu tire os piercings, ou senão não põe os pés mais em aqui em casa...rss.
Ela praticamente quer que eu seja quem não sou, e ela não é a única. Tenho tendo dias ruins. Engordei mais ainda, agora estou pesando quase 120 quilos, sai da agência, e até agora não recomecei a fisioterapia. Ando perdido, sem estímulo, e ao mesmo tempo revoltado com muita coisa ao meu redor.
Não quero mais continuar nessa cidade, não quero mais continuar nessa casa, não quero mais nada.
Estou perdendo o controle da minha vida e isso é péssimo.
Ainda não me perdoei por minhas falhas, pelas oportunidades perdidas.
Poderia estar falando inglês, com um carro na garagem, morando com meu primos e namorando a Valéria. Mas não. Estou a pé, sofrendo para não ser reprovado mais uma vez por causa da monografia que devia ter feito ano passado e pagando um aluguel que nem tenho condições de estar pagando.Tudo poderia ter siso mais facil se eu mesmo não tivesse estragado as coisas, e a sensação de arrependimento, de remorso não vai embora de jeito nenhum.
Me tornei um obeso, flacido, amargo, sem perspectivas e sem noção. Incapaz de concluir algum projeto, cheio de ideias que nunca saem do papel, feio, acabado, infeliz.
Vim pra faculdade pra tentar desenvolver a monografia, mas não consegui fazer nada.
Minha vida te sido assim : uma repetição de dias sem fazer nada.
Mas apesar de toda essa carga de tristeza, de peso, de feiurame rondando, eu não vou desistir.
Vou arrancar forças de algum lugar e vou mudar essa situação.
Vou provar a mim mesmo que meu poço tem molas, e eu vou sair dele.
Ou eu não me chamo, Herton.
Herton Gustavo Gomes.
Sim, eu voltei a escrever nesse blog sim.
Ele e meu e eu volto quando bem entender.
Não é um simples capricho. É orgânico.

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