sábado, 22 de março de 2008

Varizes


Eu não escrevo
quando
eu quero.

Eu espero
uma crise,
eu sou sincero.

E quando surge
uma varize,
me desespero e escrevo.

De verdade,
eu não invento
um novo verso por vaidade.

Eu não invento
uma solidão por interesse,
só para escrever um novo poema.

Eu sempre aguardo
uma tristeza, um complô,um telefonema
pra só depois escrever.

E quando eu escrevo,
eu nem quero
mas é preciso fazer.

Pra fechar a ferida,
pra amenizar minhas varizes
eu escrevo.

Pra lembrar
que existe amor ,
e esquecer que eu tenho medo.

Pra confessar que tenho vícios
eu não quero,
mas eu escrevo.

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