domingo, 19 de outubro de 2008

Então o jeito é enfiar o pé no acelerador e sair vivendo.

A sensação que eu tenho é que as pessoas olham através de mim. E não para mim. Atingi uma proporção fisíca tão gigantesca, fiquei tão imenso, que pareço estar sofrendo efeitos colaterais, que de uma hora pra outra me tornei invisível como ser humano que também quer conquistar e ser conquistado.
Não sei, talvez tudo isso seja coisa da minha cabeça inscontante, melodramática e eventualmente vazia. De qualquer modo, estou no Rio de Janeiro.
Uma cidade cercada por opções de lazer, de entretenimento, e de muitas pessoas.
Umas interessantes, outras nem tantos. Outras desenfreadamente irresístíveis.
O mais curioso é que mesmo estando em outro cenário, com outras personagens, consigo a proeza de permanecer na mesma vidinha presívivel: comendo morangos com leite condesado e vendo a vida dos outros, pelo orkut.
Se bem que não.
Ver a vida dos outros também perdeu a graça, porque descobri que não eram vidas tão interessantes. Talvez mais interessantes que a minha, mas não mais interessantes quanto as das pessoas irrestíveis que encontro pelo calçadão de Copacabana ou numa rua do Leblon.
Sendo assim, enquanto não abro mão definitivamente dos morangos com leite condesado, vou aos poucos deixando de me tornar expectador de vidas que agora descubro pouco interessantes de alguns dos meus contatos virtuais, e passo a descobrir um novo universo à minha volta, onde as pessoas são ainda mais cheias de mistérios, e me despertam ainda mais tesão e curiosidade.
E ainda que não consigam me enxergar. Ou talvez até me enxerguem e caiba a mim me livrar dessa sensação de invisibilidade . De qualquer modo, ainda que olhem através de mim, ao invés de olharem para mim, eu me arrisco, eu decido enfiar o pé no acelerador e sair sair vivendo.
Ontem uma festa.
Hoje outra.
Alice também tem me inspirado a sair por aí vivendo, literalmente.
Alice talvez seja um pretexto.
De muitas vontades camufladas em mim.
E como diz a música: Se eu quiser me convencer, tudo pode ser um bom motivo.

Um comentário:

edgar disse...

Não apenas repita a última frase do se texto...VIVA !!!
Abc!!