sexta-feira, 28 de março de 2008

Antológico


As vezes, a saudade volta.
Em outras, a saudade vai.
Mas ela sempre bate à minha porta.
A saudade nunca sai.

As vezes, a saudade irrita.
Em outras, ela vai devora.
Mas a saudade sempre fica.
A saudade não vai embora.

As vezes a saudade fica.
Em outras, ela me deixa em paz.
Mas é certo que minha vida seria mais bonita.
Sem essa saudade estranha de um pai.

As vezes a saudade dói.
Em outras, só me deixa triste.
Mas é fato:tenho saudade do que ainda tenho,
e mais saudade ainda do que nunca tive.

Um comentário:

NETOGABIRU ARTOKALOS disse...

Quando se vê, já são seis horas
Quando se vê, já é sexta-feira
Quando se vê, já é Natal
Quando se vê, já terminou o ano:
"- A vida são deveres que nós trouxemos para fazer em casa"
Quando se vê, passaram-se 50 anos
Quando se vê, não sabemos mais por onde andam nossos amigos
Quando se vê, perdemos o amor da nossa vida
Agora, é tarde demais para ser reprovado;
Se me fosse dado, um dia, uma oportunidade, eu nem olhava o relógio
Seguiria sempre em frente e iria jogando pelo caminho a casca dourada e inútil das horas
Seguraria todos os meus amigos, que já não sei onde e como estão, e diria:
"- Vocês são extremamente importantes para mim"
Seguraria o meu amor que está, há muito, à minha frente e diria:
"- Eu te amo"
Dessa forma eu digo: não deixe de fazer algo que goste devido a falta de tempo
Não deixe de ter alguém ao seu lado, ou de fazer algo, por puro medo de "Ser Feliz"
A única falta que terá será desse "TEMPO" que, infelizmente, não voltará mais
Mário Quintana