Última postagem. Porque sim, e por que não.
Porque sim. Porque está passando da hora de por um fim nesse blog rosa, fresco,enjoadinho...
Porque não. Não quero mais levar essas perguntas, hipóteses adiante.
Ano que vem eu volto, em outra página, em outras cores, e começo um novo ciclo outra vez.
Mas agora chega.
Último capítulo. Nem lágrimas, nem nós. Igual aquele xampu.
Sem maiores explicações. Sem grandes palavras.
Cansei.
Basta.
E fim.
sexta-feira, 14 de novembro de 2008
terça-feira, 11 de novembro de 2008
Uma fenix chamada Luana.

Dias desses fui assistir ao Monólogo Pássaro da Noite, estrelado por Luana Piovani.
O " dias desses" para ser mais exato foi um dia após a estréia do espetáculo.
Eu tenho uma queda por monólogos, admito. Considero um ato de coragem e muita ousadia de um ator que se propõe ao desafio de encarar sozinho uma platéia.Porque ou ele e o texto são muito bons, ou tudo está perdido. E imagino o quão deva ser constragedor estar em cima de um palco sozinho, diante de uma platéia que começa a bocejar.É uma exposição arriscada. É só mesmo quem tem coragem, ousadia e confiança no próprio talento topa uma empreitada dessas.
E confesso que estava ansioso para ver finalmente Luana Piovani de perto e testemunhar sua perfomance em cima de um tablado, especialmente nesse caso que estaria ainda mais exposta, uma vez que se tratava de um monólogo.Queria descobrir se além de corajosa e audaciosa Luana era boa o suficiente para dar conta de um monólogo. Não que minha opinião fosse fazer alguma diferença em sua vida. Mas mesmo assim, eu estava razoavelmente ansioso para conferir se aquela atriz rotulada muitas vezes pela imprensa por impaciente, metida e mal humorada, tinha pelo menos motivos suficientes para "justificar" sua fama de prepotente.E para ser mais sincero, se era tão bonita realmente quanto parecia na televisão e nas inúmeras páginas de revistas.Afinal,nunca se sabe, pois dizem que na TV todo mundo fica bonito, e hoje em dia com photoshop...
O jeito era conferir pessoalmente, e lá estava eu, ansioso e eufórico ao mesmo tempo por estar finalmente prestes a desvendar Luana Piovani.
A primeira vez que a vi foi na novela Quatro por Quatro, interpretando uma moça do bem e engraçada;e apartir dali passei a admirá-la.Depois a reencontrei em Malhação e novamente em Suave Veveno,interpretando uma mocinha suave e romantica. E depois voltei a ve-la em alguns especiais, nos filmes O Homem que copiava, O casamento de Romeu e Julieta ,Zuzu Angel e na Minissérie O Quinto dos Infernos. Acompanhava pelas revistas suas recusas a participar de algumas novelas, suas investidas com sucesso no teatro infantil e alguns episódios onde ela era tida como esquentadinha e pouco sociável.Certa vez ouvi de um amigo, que tinha ido assistir a Vera Fischer no teatro, e no final da peça foi falar com ela e tirar uma foto.
- Nossa, como a Vera é simpática. Já a Luana Piovani, dizem que nem foto ela gosta de tirar com fãs.
Até aonde sei meu amigo nunca viu Luana pessoalmente, mas de qualquer maneira, o melhor era levar em consideração aquele arsenal de informações que as revistas e meu amigo diziam sobre ela e buscar outra atriz para admirar, porque seria muito frustante se um dia eu a visse e ela me tratasse de uma maneira hostil.
Não consegui párar de admirar Luana, mas com suas aparições cada vez mais esporádicas na tv, ficou mais fácil administrar minha admiração,afinal todo sentimento precisa ser alimentado;ainda que confesso, vibrasse toda vez que via uma notinha dizendo que ela tinha sido convidada para um determinado papel,mas minha alegria ia por água abaixo, quando dias depois outra notinha declarava que a atriz recusara o papel.
A última vez que li isso foi um mes antes da estréia da novela Pé na Jaca, onde ela de acordo com uma revista viveria a personagem Vanessa, mas para minha decepção recusara o convite.
E agora eu estava diante de Luana, ou melhor ela estava diante de mim, que fazia parte de uma platéia que ficou imóvel quando ela pisou no palco,e se calou diante da luz interior que envolvia toda a sua beleza.
O monólogo narra o drama de uma mulher que numa noite de sexta-feira, depois do expediente, se droga e bebe até perder a consciencia e cair num vazio profundo, sem saber aonde está, sem saber o que realmente lhe aconteceu.
O desespero, a tristeza, a solidão e o vazio acompanham a personagem até o final da peça através de um texto visceral, sincero e poético.
Em alguns momentos da peça eu tive a sensação de reconhecer traços de Luana na personagem,que era tomada no auge de sua embriaguez por uma confiança desmedida,por um falta de pudor em dizer tudo que quisesse...
E ao mesmo tempo reconhecia traços da minha própria persona, na solidão, na ansiedade, no desespero e vazio da personagem; que tantas vezes em noites de sextas ou em dias de terça podem possivelmente me assaltar.
E via também meu melhor amigo, minha tia , minha vizinha...
O monólogo falava acima de tudo do solidão, do vazio de uma pessoa.
Fosse ela preta, branca, pobre ou rica, homem ou mulher.
Era uma pessoa que estava ali, virando sua alma ao avesso, despindo seus fantasmas, num mergulho profundo de uma noite escura de sexta-feira.
Luana não fica nua apenas da cintura pra cima durante a peça. Luana se despe totalmente. Se arreganha, muda de cor, se permite, se entrega.
Dos seus olhos saem faíscas azuis, verdes,vermelhas, ígneas.
E a dor, a aflição, o vazio, a solidão, a libido, a ousadia, o lirismo, a poesia e o despudor da personagem pertuba, provoca, fascina.
E eu que adentrei aquela sala de teatro no afã de desvendar Luana, sinto que ainda que ela permanecesse ali em frente a mim, durante a vida inteira, não seria jamaz capaz desse feito.
Luana é " indesvendável", como só as pessoas mais interessantes são capazes de ser.
Luana é ainda mais linda do que aparece nas revistas e na tv.
É majestosa, exuberante,intensa e voraz.
Luana não é uma personagem.
É de carne, osso, e emoção.
Luana, não é impaciente com os fãs, tampouco metida ou esquentadinha.
Luana é autentica,confia no próprio taco, diz o que pensa. Pensa antes de dizer.
Luana é audaciosa, corajosa e talentosa.
E mesmo sem precisar provar nada pra ninguém, prova naturalmente mais uma vez nesse monólogo que é capaz de alçar voos cada vez maiores.
Luana sublima, surpreende ,emociona,e definitivamente arrebata.
Porque é um Pássaro. Do dia, da tarde e da noite.
Hoje a vi numa pizzaria do Leblon, com um grupo de amigas.
Poucos dias depois de um episódio pessoal que se tornou público nas manchetes das últimas revistas.
E ela estava lá, linda, feliz, forte, seguindo em frente.
Tal qual uma verdadeira Fenix, que ressurge das cinzas.
E fascina, e inspira.
Uma verdadeira fenix, chamada luana.
O " dias desses" para ser mais exato foi um dia após a estréia do espetáculo.
Eu tenho uma queda por monólogos, admito. Considero um ato de coragem e muita ousadia de um ator que se propõe ao desafio de encarar sozinho uma platéia.Porque ou ele e o texto são muito bons, ou tudo está perdido. E imagino o quão deva ser constragedor estar em cima de um palco sozinho, diante de uma platéia que começa a bocejar.É uma exposição arriscada. É só mesmo quem tem coragem, ousadia e confiança no próprio talento topa uma empreitada dessas.
E confesso que estava ansioso para ver finalmente Luana Piovani de perto e testemunhar sua perfomance em cima de um tablado, especialmente nesse caso que estaria ainda mais exposta, uma vez que se tratava de um monólogo.Queria descobrir se além de corajosa e audaciosa Luana era boa o suficiente para dar conta de um monólogo. Não que minha opinião fosse fazer alguma diferença em sua vida. Mas mesmo assim, eu estava razoavelmente ansioso para conferir se aquela atriz rotulada muitas vezes pela imprensa por impaciente, metida e mal humorada, tinha pelo menos motivos suficientes para "justificar" sua fama de prepotente.E para ser mais sincero, se era tão bonita realmente quanto parecia na televisão e nas inúmeras páginas de revistas.Afinal,nunca se sabe, pois dizem que na TV todo mundo fica bonito, e hoje em dia com photoshop...
O jeito era conferir pessoalmente, e lá estava eu, ansioso e eufórico ao mesmo tempo por estar finalmente prestes a desvendar Luana Piovani.
A primeira vez que a vi foi na novela Quatro por Quatro, interpretando uma moça do bem e engraçada;e apartir dali passei a admirá-la.Depois a reencontrei em Malhação e novamente em Suave Veveno,interpretando uma mocinha suave e romantica. E depois voltei a ve-la em alguns especiais, nos filmes O Homem que copiava, O casamento de Romeu e Julieta ,Zuzu Angel e na Minissérie O Quinto dos Infernos. Acompanhava pelas revistas suas recusas a participar de algumas novelas, suas investidas com sucesso no teatro infantil e alguns episódios onde ela era tida como esquentadinha e pouco sociável.Certa vez ouvi de um amigo, que tinha ido assistir a Vera Fischer no teatro, e no final da peça foi falar com ela e tirar uma foto.
- Nossa, como a Vera é simpática. Já a Luana Piovani, dizem que nem foto ela gosta de tirar com fãs.
Até aonde sei meu amigo nunca viu Luana pessoalmente, mas de qualquer maneira, o melhor era levar em consideração aquele arsenal de informações que as revistas e meu amigo diziam sobre ela e buscar outra atriz para admirar, porque seria muito frustante se um dia eu a visse e ela me tratasse de uma maneira hostil.
Não consegui párar de admirar Luana, mas com suas aparições cada vez mais esporádicas na tv, ficou mais fácil administrar minha admiração,afinal todo sentimento precisa ser alimentado;ainda que confesso, vibrasse toda vez que via uma notinha dizendo que ela tinha sido convidada para um determinado papel,mas minha alegria ia por água abaixo, quando dias depois outra notinha declarava que a atriz recusara o papel.
A última vez que li isso foi um mes antes da estréia da novela Pé na Jaca, onde ela de acordo com uma revista viveria a personagem Vanessa, mas para minha decepção recusara o convite.
E agora eu estava diante de Luana, ou melhor ela estava diante de mim, que fazia parte de uma platéia que ficou imóvel quando ela pisou no palco,e se calou diante da luz interior que envolvia toda a sua beleza.
O monólogo narra o drama de uma mulher que numa noite de sexta-feira, depois do expediente, se droga e bebe até perder a consciencia e cair num vazio profundo, sem saber aonde está, sem saber o que realmente lhe aconteceu.
O desespero, a tristeza, a solidão e o vazio acompanham a personagem até o final da peça através de um texto visceral, sincero e poético.
Em alguns momentos da peça eu tive a sensação de reconhecer traços de Luana na personagem,que era tomada no auge de sua embriaguez por uma confiança desmedida,por um falta de pudor em dizer tudo que quisesse...
E ao mesmo tempo reconhecia traços da minha própria persona, na solidão, na ansiedade, no desespero e vazio da personagem; que tantas vezes em noites de sextas ou em dias de terça podem possivelmente me assaltar.
E via também meu melhor amigo, minha tia , minha vizinha...
O monólogo falava acima de tudo do solidão, do vazio de uma pessoa.
Fosse ela preta, branca, pobre ou rica, homem ou mulher.
Era uma pessoa que estava ali, virando sua alma ao avesso, despindo seus fantasmas, num mergulho profundo de uma noite escura de sexta-feira.
Luana não fica nua apenas da cintura pra cima durante a peça. Luana se despe totalmente. Se arreganha, muda de cor, se permite, se entrega.
Dos seus olhos saem faíscas azuis, verdes,vermelhas, ígneas.
E a dor, a aflição, o vazio, a solidão, a libido, a ousadia, o lirismo, a poesia e o despudor da personagem pertuba, provoca, fascina.
E eu que adentrei aquela sala de teatro no afã de desvendar Luana, sinto que ainda que ela permanecesse ali em frente a mim, durante a vida inteira, não seria jamaz capaz desse feito.
Luana é " indesvendável", como só as pessoas mais interessantes são capazes de ser.
Luana é ainda mais linda do que aparece nas revistas e na tv.
É majestosa, exuberante,intensa e voraz.
Luana não é uma personagem.
É de carne, osso, e emoção.
Luana, não é impaciente com os fãs, tampouco metida ou esquentadinha.
Luana é autentica,confia no próprio taco, diz o que pensa. Pensa antes de dizer.
Luana é audaciosa, corajosa e talentosa.
E mesmo sem precisar provar nada pra ninguém, prova naturalmente mais uma vez nesse monólogo que é capaz de alçar voos cada vez maiores.
Luana sublima, surpreende ,emociona,e definitivamente arrebata.
Porque é um Pássaro. Do dia, da tarde e da noite.
Hoje a vi numa pizzaria do Leblon, com um grupo de amigas.
Poucos dias depois de um episódio pessoal que se tornou público nas manchetes das últimas revistas.
E ela estava lá, linda, feliz, forte, seguindo em frente.
Tal qual uma verdadeira Fenix, que ressurge das cinzas.
E fascina, e inspira.
Uma verdadeira fenix, chamada luana.
domingo, 9 de novembro de 2008
Copacabana
Promessas

Aquilo que eu não posso cumprir
se eu não te prometer;
Desculpe, mas não posso fingir
que sou capaz.
Tem dias em que eu quero sumir
para tentar te esquecer.
Mas é só voce surgir,
para eu voltar atrás.
Não posso mais fingir
que não é comigo.
Não somos mais amigos.
Não posso mais mentir
que não corro perigo,
se mergulhei num abismo.
Aquilo que eu não posso esconder
e nem tentar controlar;
Desculpe, mas não posso viver
de imaginação.
Não peça para eu te esquecer,
nem tentar disfarçar.
Coragem é admitir
o que me satisfaz.
Não posso mais fingir
que não é comigo.
Não somos mais amigos.
Não posso mais mentir
que não corro perigo,
se mergulhei num abismo.
Se não há crime,
Não há porque ter castigo.
Dispenso as chaves desse esconderijo.
se eu não te prometer;
Desculpe, mas não posso fingir
que sou capaz.
Tem dias em que eu quero sumir
para tentar te esquecer.
Mas é só voce surgir,
para eu voltar atrás.
Não posso mais fingir
que não é comigo.
Não somos mais amigos.
Não posso mais mentir
que não corro perigo,
se mergulhei num abismo.
Aquilo que eu não posso esconder
e nem tentar controlar;
Desculpe, mas não posso viver
de imaginação.
Não peça para eu te esquecer,
nem tentar disfarçar.
Coragem é admitir
o que me satisfaz.
Não posso mais fingir
que não é comigo.
Não somos mais amigos.
Não posso mais mentir
que não corro perigo,
se mergulhei num abismo.
Se não há crime,
Não há porque ter castigo.
Dispenso as chaves desse esconderijo.
sexta-feira, 7 de novembro de 2008
Impressões de um expectador

Nessa última quinta-feira depois de conhecer finalmente o Cristo Redentor fui assistir Os Difamantes, uma comédia deliciosamente leve e despretensiosa, interpretada por Emílio Orciollo Neto e Maria Clara Gueiros, em cartaz no teatro do Leblon.
A peça narra a história de Maurício e Beatriz, um casal que tem como hobby falar mal da vida dos famosos e que de uma hora pra outra se veem diante da possibilidade de também se tornarem celebridades e automaticamente passarem de difamantes para difamados.
O que chamou a atenção logo de cara, foi o fato de antes mesmo da peça começar, eu já ter a oportunidade de ir me familiarizando com o universo dos personagens, que já se encontrava no cenário onde toda a história se desenvolve. Ou seja a partir do momento que o público ainda se acomoda em suas poltronas, já é convidado despretensioamente a entrar na intimidade de Mau e Beatriz,e quando a peça começou a sensação que tive é que já era amigo do casal, uma vez que já conhecia o até mesmo o quarto deles, justamente o quarto, um dos comodos mais intimos de um casa.
E o desenrolar da história não é diferente. Alicerçados por um texto despojado, enxuto e engraçado, Maria Clara e Emilio, nos brindam com uma interpretação leve, envolvente e divertida;e se não bastasse toda a familiaria com os personagens construída a partir do cenário, somos repetidamente " convidados" a " participar" da vida íntima do casal, como se fossemos amigos de longa data,e nos tornamos ouvintes de Mau e Beatriz em diversos momentos da peça.
E apesar de toda a leveza, espontaneidade e despretensão que o texto e a interpretação dos atores nos proporcionam, somos estimulados a questionar um assunto que esta cada vez mais atual: será que vale mesmo a pena se tornar uma celebridade? Qual será realmente a grande vantagem de se tornar uma pessoa conhecida?
A peça não tem a intenção de dar lição de moral em ninguém,não traz a tona no final da história uma mensagem que mudará para sempre a vida dos narcisitas que a assistirem, fazendo com que os mesmos repensem a importancia que dão na busca incessante para se tornarem pessoas conhecidas.
A peça simplesmente consegue de uma maneira muito saborosa propor que façamos uma análise dos nossos valores e nos questionemos a verdadeira importancia de se tornar famoso, tudo isso através do cotidiano de um casal que se ama, e que está cotado a alcançar os tão sonhados minutos de fama nos próximos dias.
Tudo isso de uma maneira despretensiosa, sem tentar empurrar nada goela abaixo.
De qualquer modo, questionamentos de valores a parte,a vontade que dá é de anotar o telefone do Maurício e Beatriz, para que possamos marcar um jantarzinho qualquer dia lá em casa. Porque um casal de amigos divertidos como eles, torna qualquer reunião mais agradável.
No final do espetáculo,apesar de toda a minha timidez que acaba resultando numa gagueira repentina que só surge quando insisto falar mais do que devo,resolvi cumprimentar os atores pelo excelente trabalho.
A primeira de quem me aproximei foi Maria Clara. Pedi Licença, e disse que não era do Rio, que tinha visto a peça e gostado muito. E finalizei parabenizando-a pelo trabalho, visto que a gagueira repentina já começava a ameçar os primeiros sinais.
Nesse exato momento, Emílio passou ao meu lado, e eu correndo o risco de parecer inconveniente, e já prevendo o surto de gagueira, fui quase monossilabaco.
- Eae.
- Eae, ele respondeu.
- Mandou bem lá, eu disse e sai desorientado por minha timidez, enquanto ele agradecia pela minha observação.
Enquanto esperava a chuva passar para vir embora, fiquei pensando na idiotice que tinha feito. Então o cara além de atuar, (diga-se de passagem muito bem), ainda é o produtor do espetáculo( muito bem produzido por sinal)e tudo que eu consigo dizer é Mandou bem?
Antes eu tivesse ficado calado, pensei comigo.Afinal boca fechada...
De qualquer maneira, fui surpreendido com a simpatia de Emílio que se despediu de mim, que ainda aguardava a chuva passar, na saída do Teatro.
- Tchau,ele disse me sorrindo com muita simplicidade e verdade.
- Tchau, eu respondi, embora a vontade fosse dizer que ele não tinha apenas mandado bem, que eu tinha me divertido a beça, que tinha adorado o texto, a iluminação, a sonoplastia,e que ainda no final das contas, eu que de vez em quando fico me perguntando se quem sabe não seria mais feliz se fosse menos anonimo, passei a me questionar se essa tal de fama vale mesmo a pena, assim como fizeram Mau e Beatriz.
Optei por dizer só tchau, até mesmo para não me enrolar na minha gagueira ainda mais.Embora minha vontade fosse dizer que havia me emocionado com sua interpretação em O rei do Gado, Anjo Mau e Alma Gemea, que também tinha visto um clip na MTV dirigido por ele, e que admirava seu trabalho pra valer, ainda que não acompanhasse sua carreira com tanta assiduidade.
Fiquei só no tchau mesmo, até porque ele tinha feito outros trabalhos e podia não pegar bem o fato de eu não me lembrar de todos.
E enquanto a chuva cessava eu voltava pra casa, tentando entender essa linha tenue que transforma a maneira como enxergamos algumas pessoas, de uma hora pra outra.
O Emílio por exemplo. Gostava do trabalho dele e ponto.Era só isso.E para ser sincero ele nem estava entre os meus atores preferidos, embora, repito reconheça o talento dele.
E agora, depois daquela peça, depois daquela chuva, depois da tentativa de tentar expressar minhas impressões sobre o trabalho que acabara de assistir, depois do meu surto de gagueira,depois do tchau no final da chuva,depois de alguma coisa que nem eu mesmo sei explicar qual, eu voltei pra casa,admirando ainda mais o trabalho e agora também a pessoa do Emilio que com sua graça, talento e simplicidade passou a encabeçar a lista dos meus atores favoritos, passou a fazer parte da minha lista de pessoas especialmente talentosas, com as quais eu gostaria de me parecer de alguma maneira, quando terminar de crescer.
sábado, 1 de novembro de 2008
Sobre fé, coragem e recomeço.
O mes de novembro comecou. E daqui a pouco 2008 ira chegar ao fim. E la se vão quase quarenta dias desde que cheguei ao Rio, pela primeira vez, pra essa minha temporada, repleta de sensações. E depois de mais de um mes na Cidade Maravilhosa, surge uma cobrança interior me perguntando, o que foi exatamente que eu fiz durante todo esse tempo? Quais pontos turisticos visitei? Quantas milhares de fotos registrei? A resposta talvez seja frustante para a maioria das pessoas que deseja passar uma temporada no Rio de Janeiro.Porque ainda não conheço o Cristo Redentor, ainda não andei de bondinho no Pão de Açúcar e tampouco visitei alguma de escola de samba.
De qualquer modo, precisei de uns dias para entender que estava no Rio de Janeiro, a cidade que desde sempre e tanto, ou mais, desejei conhecer. Na verdade minto, conhecer não, mas viver seria a palavra adequada.
De fato, nunca tive essa ansia em fazer turismo no Rio. Tanto que aqui cheguei com esse mesmo sentimento, com uma curiosidade contida em relação ao pontos turísticos e uma necessidade urgente de arrumar um emprego, de conhecer pessoas, de encontrar um lugar definitivo para morar e começar a correr atrás do meu sonho, de ser ator.
E nesse afã de me firmar na Cidade Maravilhosa, a curiosidade que já não era tamanha em conhecer imediatamente os pontos turísticos foi ficando cada vez mais adormecida.
É claro que eu quero fazer tudo isso: ver o Cristo de perto, andar de bondinho, registrar fotos repletas de poesia no arpoador...
Mas um sentimento de que haveria ainda muito tempo para isso no futuro me tranquilizava, afinal não tinha vindo para conhecer o Rio...e sim viver.
E vivendo aqui, eu teria tempo para conhece-lo melhor...
Porém, depois de dias buscando emprego, moradia, me interando sobre cursos e vestibulares, fui tomado por um desejo imenso de voltar para casa e deixar toda essa busca de lado.
Me senti frágil o suficiente para não acreditar que serei capaz de morar para sempre no Rio, longe dos meus...
E fui tomado por um emaranhado de dúvidas que admito, ainda não volatizaram.
E derrepente um sentimento de cobrança me dominou e uma necessidade de aproveitar essa temporada, essa viagem ,despertou dentro de mim.
E a cidade começou a ganhar um brilho e uma cor que até então eu não tinha notado de tão focado que estava nas minhas metas.
Não estou menos focado.
Continuo me interando sobre oportunidades no Rio de Janeiro.
Mas estou menos ansioso.
Estou mais calmo e certo de que se esse ainda não for o momento ideal para eu me fixar no Rio, tudo bem, não será o fim do mundo.
Assim como não será o fim do mundo se eu optar em desistir de ser ator.
Afinal há tantas pessoas e motivos para eu ser feliz, que não será uma mudança de roteiro que me destruirá.
Com essa percepção, estou sem tanta pressa descobrindo um pouco do Rio de Janeiro.
Ontem fui ao show do Jorge Vercillo, o poeta que sempre me remeteu ao Rio, através de suas músicas tão marítimas.
Hoje voltei a fazer atividade fisica e a tentar controlar minha alimentação.
Essa semana talvez visite o Cristo, talvez ande bondinho, talvez compre lembranças de turistas para os meus...
Ou talvez não faça nada disso.
Mas de uma coisa é certa, não vou ficar me cobrando, por nada, tampouco por ainda não conhecer os cartões postais dessa cidade, mesmo sabendo que um mes é tempo o suficiente para que isso tenha acontecido.
Vou seguir em frente no meu ritmo.
Sem me basear em expectativas que eu mesmo criei e talvez nem sejam alcançadas.
Talvez eu não esteja pronto para viver no Rio.
Talvez eu esteja mais envolvido pelas minhas raízes do que eu mesmo imaginava.
Talvez, talvez, talvez.
Ou talvez não.
A vida é uma sucessão de possibilidades, e não existe nem um caminho pré-estabelecido pra nada.
A vida não é uma receita de bolo.
Não é um roteiro de turismo.
E por mais que eu tenha alimentado a certeza de que seria feliz no Rio e ponto,talvez eu tenha que rever essa certeza, e ao invés do ponto, acrescentar mais dois e transformá-los em reticencias...
Ou talvez não.
Talvez eu seja mesmo feliz aqui, e me transforme num ator consagrado do teatro, cinema e televisão.
Ou talvez eu volte para casa, continue escrevendo meus poeminhas de amor, e descubra que a minha felicidade sempre esteve mais perto de mim do que eu pudesse prever.
E independente de minhas escolhas, o que importa é que eu sempre seja guiado pela fé e coragem eu buscar minha felicidade e recomeçar, quantas vezes for preciso.
Sem expectativas.
Sem certezas incertas.
Apenas com muita fé e coragem.
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