sábado, 1 de novembro de 2008

Sobre fé, coragem e recomeço.


O mes de novembro comecou. E daqui a pouco 2008 ira chegar ao fim. E la se vão quase quarenta dias desde que cheguei ao Rio, pela primeira vez, pra essa minha temporada, repleta de sensações. E depois de mais de um mes na Cidade Maravilhosa, surge uma cobrança interior me perguntando, o que foi exatamente que eu fiz durante todo esse tempo? Quais pontos turisticos visitei? Quantas milhares de fotos registrei? A resposta talvez seja frustante para a maioria das pessoas que deseja passar uma temporada no Rio de Janeiro.Porque ainda não conheço o Cristo Redentor, ainda não andei de bondinho no Pão de Açúcar e tampouco visitei alguma de escola de samba.

De qualquer modo, precisei de uns dias para entender que estava no Rio de Janeiro, a cidade que desde sempre e tanto, ou mais, desejei conhecer. Na verdade minto, conhecer não, mas viver seria a palavra adequada.

De fato, nunca tive essa ansia em fazer turismo no Rio. Tanto que aqui cheguei com esse mesmo sentimento, com uma curiosidade contida em relação ao pontos turísticos e uma necessidade urgente de arrumar um emprego, de conhecer pessoas, de encontrar um lugar definitivo para morar e começar a correr atrás do meu sonho, de ser ator.

E nesse afã de me firmar na Cidade Maravilhosa, a curiosidade que já não era tamanha em conhecer imediatamente os pontos turísticos foi ficando cada vez mais adormecida.

É claro que eu quero fazer tudo isso: ver o Cristo de perto, andar de bondinho, registrar fotos repletas de poesia no arpoador...

Mas um sentimento de que haveria ainda muito tempo para isso no futuro me tranquilizava, afinal não tinha vindo para conhecer o Rio...e sim viver.

E vivendo aqui, eu teria tempo para conhece-lo melhor...

Porém, depois de dias buscando emprego, moradia, me interando sobre cursos e vestibulares, fui tomado por um desejo imenso de voltar para casa e deixar toda essa busca de lado.

Me senti frágil o suficiente para não acreditar que serei capaz de morar para sempre no Rio, longe dos meus...

E fui tomado por um emaranhado de dúvidas que admito, ainda não volatizaram.

E derrepente um sentimento de cobrança me dominou e uma necessidade de aproveitar essa temporada, essa viagem ,despertou dentro de mim.

E a cidade começou a ganhar um brilho e uma cor que até então eu não tinha notado de tão focado que estava nas minhas metas.

Não estou menos focado.

Continuo me interando sobre oportunidades no Rio de Janeiro.

Mas estou menos ansioso.

Estou mais calmo e certo de que se esse ainda não for o momento ideal para eu me fixar no Rio, tudo bem, não será o fim do mundo.

Assim como não será o fim do mundo se eu optar em desistir de ser ator.

Afinal há tantas pessoas e motivos para eu ser feliz, que não será uma mudança de roteiro que me destruirá.

Com essa percepção, estou sem tanta pressa descobrindo um pouco do Rio de Janeiro.

Ontem fui ao show do Jorge Vercillo, o poeta que sempre me remeteu ao Rio, através de suas músicas tão marítimas.

Hoje voltei a fazer atividade fisica e a tentar controlar minha alimentação.

Essa semana talvez visite o Cristo, talvez ande bondinho, talvez compre lembranças de turistas para os meus...

Ou talvez não faça nada disso.

Mas de uma coisa é certa, não vou ficar me cobrando, por nada, tampouco por ainda não conhecer os cartões postais dessa cidade, mesmo sabendo que um mes é tempo o suficiente para que isso tenha acontecido.

Vou seguir em frente no meu ritmo.

Sem me basear em expectativas que eu mesmo criei e talvez nem sejam alcançadas.

Talvez eu não esteja pronto para viver no Rio.

Talvez eu esteja mais envolvido pelas minhas raízes do que eu mesmo imaginava.

Talvez, talvez, talvez.

Ou talvez não.

A vida é uma sucessão de possibilidades, e não existe nem um caminho pré-estabelecido pra nada.

A vida não é uma receita de bolo.

Não é um roteiro de turismo.

E por mais que eu tenha alimentado a certeza de que seria feliz no Rio e ponto,talvez eu tenha que rever essa certeza, e ao invés do ponto, acrescentar mais dois e transformá-los em reticencias...

Ou talvez não.

Talvez eu seja mesmo feliz aqui, e me transforme num ator consagrado do teatro, cinema e televisão.

Ou talvez eu volte para casa, continue escrevendo meus poeminhas de amor, e descubra que a minha felicidade sempre esteve mais perto de mim do que eu pudesse prever.

E independente de minhas escolhas, o que importa é que eu sempre seja guiado pela fé e coragem eu buscar minha felicidade e recomeçar, quantas vezes for preciso.

Sem expectativas.

Sem certezas incertas.

Apenas com muita fé e coragem.

3 comentários:

Anônimo disse...

Good good good......

Unknown disse...

GUHHHH meu manao noss vc escreve muito massa as vezes ate me vejo nao qe estive em copacabana nada disso mas vc e tao realista cheio de perguntas verdadeiro roterista e saiba qe por mais longe qe fica mais qerido es e se for de tua vontade ficar ou vir faça qe teu coralçao mande tua fe te mostra nao alimente espectativas incertas mas nao dexe de analisa las mas lembre qe estaremus aq te esperandu de braçoss abertos pq es muito amado e qerido ta manao kkkk(q vergonha falei isso) kkk

Nara Karina disse...

Nossa Gu... diante de um post maravilhoso como esse... não tenho muito o que comentar... só posso parafrasear para você, o trecho de uma música, que eu já ouvi c/ a interpretação do Gilberto Gil... "Anda com fé eu vou, que a fé não costuma "faiá"..." e mais, na mesma canção... "A fé vai onde quer que eu vá, a pé ou de avião, mesmo a quem não tem fé, a fé costuma acompanhar..."
Bjosss queridoo!!! E como sempreee... siga o que vc acha que está certo!! Te adoro mto mto mto, e vc sabe disso!!